Arquivo do mês: janeiro 2011

3 (meses) em 1 (post)

Tem tanto tempo desde a última vez que escrevi aqui que tenho até vergonha de olhar a data pra precisar esse tempo (ok, 01 de novembro… shame…) E pra não perder tempo procurando as desculpas pro sumiço, a retrospectiva desses quase 3 meses de ausência virtual e quase 4 meses de vida parisiense!

 Pois eu me encantei com o outono em Paris.

 

 

Recebi visita ilustre de 1 mês de Paris, visita ilustre de 2 meses de Paris, visita ilustre dupla de 3 meses de Paris.  

 

 

 Passei a cuidar de 2 coisinhas loiras, lindas e endiabradas, com quem aprendo mais do que falar francês corretamente e com quem me derreto cada vez que aquele cisquinho loiro vem correndo em minha direção de braços pra cima, cerca de 4 dentes na boca e uma covinha em cada bochecha ou que o outro cisco já não tão cisquinho assim vem correndo quando me ve vestindo o casaco e pula no meu pescoço dizendo “au revoir ma Luizá chérie”  (e o cisquinho faz coro: ”ôôôvoááá”).

 

 

Descobri que Stuttgart é logo ali, Arnaldo!

 

 

Fui ao show do Two Door Cinema Club sozinha e dancei como se estivesse na Velvet nossa de cada sabadão! 

Eu virei colega do Mickey, e me dei conta de que nem sempre when you wish upon a star a coisa funciona como num sonho!

 

 E apesar da controvérsia do mau-humor na Disney (Disney = sorriso, gente! Não??), conheci uma coleguinha de senzala que chegou no navio negreiro do Rííídjanieeeero e que em breve vai virar coleguinha de casa!  

Eu me diverti muito na neve enquanto galerê français xingava muito, mas MUITO toda a condição climática e o Sarkozy. Porque têm que xingar o Sarkozy. (Mas eu também levei tombos homéricos na neve. E xinguei também…)  

Dei um pulinho alí em Grenoble/Giéres e relembrei que ar puro existe gente! E comi foie gras com cara de quem tava achando delícia… Em respeito a todas as outras milhares de coisas que comi nesses 2 dias fora de casa que estavam realmente uma delícia e com aquele toque de casa de vó! (E apesar de odiar coisas assimétricas não resisti em tirar uma foto nessa fachada!)  

Passei mais um Natal fora de casa… O mais difícil de todos eles até agora… E também o mais globalizado! Pra quê esse clichê de peru de Natal? Bom mesmo é ceia com farofa feita pela brasileira, bacalhau pelo português, salada de maçã, uma receita da  mexicana, salada chinesa e frango apimentado ao molho shoyo peparado pelas chinesas!!! E vi as luzes de Natal da Champs Elysee e ó, posso falar? Prefiro a iluminação de Natal da Praça da Liberdade! E assisti a missa gregoriana de Natal na Notre Dame e quis chorar de emoção cada vez que aquele povo abria a boca pra cantar!  

 

Fiquei muito emocionalmente abalada com a quantidade de pinheirinho de Natal que encontrava jogados em cada esquina a partir do dia 26 de dezembro… Gente, bora exportar Pinheirinhos Mancini pra essa terra! Que dozinha das arvorezinhas que até ontem estavam todas enfeitadas e iluminadas no meio da sala da casa dessa gente e agora estão ali no meio da calçada, quando muito ensacadas pra não passar tanta vergonha… Juro que fiquei abalada… Greenpeace tá sabendo dessa prática??? 

 

Na falta de uma grama mais verdinha do vizinho pra cobiçar, constatei que o telhado do vizinho é mais bonito e passei um domingão-delícia na laje!!! 

 

O curso tá indo bem também, para os adultos responsáveis que lêem esse texto e devem estar se perguntando “pra que ela foi pra lá mesmo”?! Mas não vale registro fotográfico desse capítulo, ok?

 Bem, espero ter justificado a ausência de coisas da Luluzinha por tanto tempo no post mais longo da história recente dos blogs… e também o mais ilustrado, pra compensar!!! E até que fica mais legal condensar tudo assim, porque parece que minha vida tá mesmo uma montanha russa de emoções por aqui!  =) Até o próximo!

Anúncios

11 Comentários

Arquivado em Uncategorized